PRECONCEITO
Estive pensando sobre o que dizer acerca deste tema, para que não surja uma
indisposição, ante uma possível problematização, que pode gerar uma enxurrada
de questionamentos na busca de respostas necessárias, mas por ser um assunto
tão explorado, talvez só cause polêmicas, que não construirão nada.
Então decidi falar sobre os meus sentimento como vítima de um fato
ocorrido algumas vezes por diferentes vertentes, o que me levou a ingressar na
esfera do preconceito, antes intangível. Percebi deste modo que, somente, saberemos
a dor do outro, quando verdadeiramente passarmos por uma dor igual ou
semelhante. Mesmo que nos compadeçamos do próximo, isto não é suficiente para
entendermos intrinsecamente sobre as situações cotidianas que enfrentamos,
enquanto sofremos a discriminação.
O Preconceito vem de distorções conceituais formadas antecipadamente,
derivadas de um desequilíbrio de julgamento, o qual necessita de tempo para uma
equalização total. Muito embora não seja capaz de colocar ninguém em pé de
superioridade pré-determinada, pois não tem fundamento sério ou imparcial,
envenena e corrói o começo de qualquer relação.
Dentre os pontos que culminam
na manifestação do preconceito, destacam-se os fatores históricos e socioculturais,
que levam à desigualdade entre os gêneros; entre
as etnias distintas, entre os níveis de classe sociais, entre as religiões,
entre as regiões geográficas e até mesmo entre as diferentes idades. Preconceitos
dos quais podemos analisar:
Misoginia:
é uma visão que inferioriza
qualquer forma de manifestação ou característica feminina, com desprezo, preconceito, violência,
ódio ou aversão às mulheres.
Advém
da
relação entre o patriarcado, que sujeita a mulher de forma violenta, opondo-se
às transformações e liberdade no interior das relações sociais e pondo
obstáculos às mudanças na dominação de gênero.
Racismo: é o conjunto
de teorias e crenças que estabelecem um hierarquia entre as raças, com a crença em que uma raça, etnia ou certas características
físicas sejam superiores as outras.
Embora o racismo associe-se comumente ao preconceito contra
os negros, este pode se manifestar contra qualquer raça ou etnia, sejam
asiáticos, indígenas, pardos, etc.
Aparofobia:
significa aversão, medo ou
desprezo aos pobres e desfavorecidos financeiramente. O termo se tornou um
neologismo no Brasil. A palavra é derivada do grego da junção das palavras
á-poros [pobres] + fobos [medo].
Antissemitismo: é o termo dado ao preconceito contra populações de origem semita,
como os árabes e os judeus. Assim, toda forma de preconceito
contra povos semitas — cultural, étnica ou religiosa — é enquadrada nessa
definição.
Associa-se mais
diretamente aos judeus devido à alta repercussão
da perseguição aos judeus na Europa ao longo dos séculos XIX e XX.
Xenofobia:
é uma desconfiança, um temor ou antipatia por pessoas estranhas ao meio ou por não nativos de um território. Pode ser praticada tanto
contra imigrantes (pessoas que partem para outros países), quanto contra
migrantes (pessoas que partem para outros Estados dentro de um país).
A xenofobia
está diretamente relacionada com o fenômeno da migração, que caracteriza o
mundo atualmente.
Ageismo: é conceito
utilizado para definir o preconceito de idade, onde criam estereótipos ou descriminam pessoas ou grupos pela
idade.
Pode ser feita de diversas formas, como atitudes e práticas
discriminatórias, assim como, também, condutas e políticas institucionais que
excluem ou limitam a participação dos idosos, promovendo desvantagens e injustiças pessoais e sociais.
Enfim, as diversas formas de discriminação surgem pela falta de
compreensão e aceitação do outro como ele é ou está. Devemos nos colocar do
outro lado do prisma, para entender que, da mesma forma que os vemos como os diferentes,
nós para eles igualmente somos os diferentes! Daí, surge a questão: se ambos
somos diferentes, um para com o outro, quem nos dá o direito de rejeitar o outro
por sua diferença, sendo que, nós mesmo também somos diferentes?